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Chefe de Gabinete diz que decreto inválido não causou prejuízo à cidade

por Diretoria de Comunicação publicado 26/06/2018 16h00, última modificação 26/06/2018 16h00
"Todo mundo erra, ele pode ter errado, mas não causou nenhum prejuízo ao município, pois o decreto não tem validade e nem legalidade jurídica", ressaltou Djalma Guimarães
Chefe de Gabinete diz que decreto inválido não causou prejuízo à cidade

Chefe de Gabinete - Djalma Guimarães

O segundo a prestar depoimento na CPI dos Áudios realizada na tarde de ontem (25) na Câmara Municipal de Divinópolis, foi o Chefe de Gabinete, o senhor Djalma Guimarães que participou da oitiva mais como informante do que como testemunha, uma vez que não presenciou a gravação dos áudios com supostos indícios da prática de atos lesivos ao interesse público por parte do Poder Executivo.


Logo no início da oitiva senhor Djalma informou ao Presidente da CPI que não se via como testemunha para os autos da investigação, considerando não ter participado e nem presenciado às ligações e gravações telefônicas das quais só tomou conhecimento através da imprensa divinopolitana.


O primeiro Vereador a fazer perguntas ao Chefe de Gabinete foi o relator da CPI, Renato Ferreira que o indagou se tinha conhecimento da oferta de cargos na Prefeitura Municipal, e de pronto Djalma Guimarães respondeu que não tinha conhecimento sobre o assunto, porém se recordava que o senhor Marcelo Máximo de Morais Fernandes havia ido por diversas vezes ao seu gabinete pedir emprego.


Em seguida o Vereador Raimundo Nonato questionou se o mesmo se recordava do conteúdo do Memorando citado no primeiro áudio entregue por Marcelo Máximo, onde seu nome é citado, e na ocasião, Djalma Guimarães informou que não tem como se lembrar de cada ofício ou memorando enviado devido ao grande volume de documentos que circulam em seu gabinete.

 

Já o Vereador Josafá perguntou sobre a hipótese do senhor Marcelo Máximo assumir o cargo de Coordenador de Abastecimento e Segurança Alimentar e não precisar ir trabalhar, e o Chefe de Gabinete afirmou que o controle dos funcionários da Prefeitura é feito através do Ponto Biométrico, e que isso não seria possível de ocorrer, considerando que ele no auge de seus 85 anos trabalha muito todos os dias no gabinete da Prefeitura de Divinópolis.

 

Com relação ao questionamento do Vereador Edson Sousa sobre ser comum o Prefeito Galileu ligar para Marcelo Máximo, Djalma disse: “Não tenho conhecimento das ligações que o Galileu faz, pois, isto já é um ato muito pessoal. Porém, estou estranhando o fato da Câmara abrir uma CPI e dar importância a um decreto que não tem validade, não foi publicado e que não causou nenhum prejuízo à cidade. Além de aceitar a denuncia de uma pessoa que já tem antecedentes de outras denuncias no passado”, frisou Guimarães.

 

MARCELO MARRECO
Ao longo dos questionamentos o Chefe de Gabinete ainda disse não ser usual as pessoas irem até a casa de alguém para levar um decreto de nomeação. Outro ponto levantado com o depoimento de Djalma Guimarães foi sobre a afirmação de Marcelo Máximo de supostamente ter trabalhado na campanha do prefeito Galileu no último pleito. “Eu tinha posse da agenda de compromisso do Galileu na campanha, e nunca vi este senhor Marcelo Máximo em nenhum deles, lembrando também que ele (Marcelo) saiu candidato a Vereador na época e apoiou outro candidato na chapa para o Executivo”, informou Djalma Guimarães.

 

INDIGNAÇÃO
O Chefe de Gabinete além de demonstrar a amizade de longos anos que tem com o prefeito Galileu Machado, também se mostrou indignado com o fato de uma entidade ter pedido a cassação do Prefeito por causa do vazamento dos áudios. “Eu não entendo a Câmara dar tanta ênfase à situação de um documento que não tem validade e que não causou prejuízo nenhum ao município. Estou indignado com a facilidade de se caçar um Prefeito que teve mais de 60 mil votos. Será possível caçar um prefeito que pegou a cidade com a vida financeira esfacelada e já abriu mais de 13 frentes de trabalho. Todo mundo erra, ele pode ter errado, mas não causou nenhum prejuízo ao município, pois o decreto não tem validade e nem legalidade jurídica”, ressaltou Djalma Guimarães.


De antemão, o Presidente da CPI, Ademir Silva, esclareceu que os vereadores não tem o intuito de caçar o Prefeito, e estão apenas investigando todos os envolvidos dentro da legalidade. Edson Sousa também fez coro com Ademir e disse que não está julgando o prefeito, mas sim apurando qualquer indício.

 

 

 

Texto: Liziane Ricardo                          Fotos: Helena Cristino