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Primeira oitiva da CPI dos Áudios passa de duas horas

por Diretoria de Comunicação publicado 25/06/2018 15h55, última modificação 25/06/2018 16h02
Primeira oitiva da CPI dos Áudios passa de duas horas

Oitivas serão transmitidas pela TV e Internet

O primeiro depoimento prestado pelo senhor Marcelo Máximo de Morais Fernandes para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o vazamento de áudios sobre supostos indícios da prática de atos lesivos ao interesse público por parte do Poder Executivo, teve duração de mais de duas horas no plenarinho da Câmara Municipal e contou com a transmissão Ao vivo pela televisão local, portal do Legislativo e redes sociais.

A oitiva contou com a presença dos membros da CPI -Vereadores: Ademir Silva (Presidente), Renato Ferreira (Relator), Edson Sousa, Raimundo Nonato, Josafá Anderson e do Procurador da Câmara Bruno Cunha Gontijo. Também participaram do depoimento os parlamentares Kaboja, César Tarzan e Sargento Elton.

Conforme deliberado pelos membros da “CPI dos Áudios”, a liberação da transmissão dos depoimentos se fez para que toda a população possa acompanhar as investigações que são de interesse público. E o registro dos depoimento estará disponível no canal do Youtube da Câmara e também na página do facebook da instituição.

 

PERGUNTAS

O primeiro Vereador à abrir os questionamentos foi o relator da CPI, Renato Ferreira (PSDB) que indagou Marcelo sobre qual seria seu intuito ao ter gravado os áudios. E na oportunidade Marcelo (Marreco) disse: “Eu sempre quis combater a corrupção, e todas as ligações do meu celular são gravadas, faço isso pra me preservar”. O relator também perguntou se foi feito algum corte nos áudios, e o depoente titubeou na resposta dizendo: “[...] isso quem irá constatar será a polícia através das perícias”. Porém, indagado entre as respostas se SIM ou NÃO; Marreco respondeu que não tinha feito nenhuma alteração nos áudios.

As ligações gravadas que repercutiram na CPI foram realizadas entre os meses de Fevereiro e Abril de 2018. E o depoente Marcelo aproveitou para dizer que sua área profissional de atuação é a Construção Civil, e que não tinha entendido por que o prefeito Galileu Teixeira Machado (MDB) teria feito a proposta de nomeá-lo em um cargo no setor de agricultura. E segundo Marcelo Marreco, sua suspeita era de que a nomeação serviria para coibi-lo de não ir à Tribuna Livre da Câmara Municipal para apresentar denuncias sobre as obras do PAC.

O Vereador Raimundo Nonato (PDT), sabatinou o depoente pontuando que ele não estaria dizendo a verdade, uma vez que ele disse não ter tido auxílio de outras pessoas durante a gravação do primeiro áudio. E Marcelo então afirmou que o senhor Jairo Gomes estava na sua casa no momento da ligação.

 Depoente: Marcelo Máximo de Morais Fernandes

NOMEAÇÃO

O decreto de nomeação Nº12.914/2018 no qual nomearia Marcelo Máximo de Morais Fernandes à ocupar o cargo de Coordenador de Abastecimento e Segurança Alimentar junto à Secretaria de Agronegócios foi um dos instrumentos questionados pelos Vereadores, uma vez que o documento não contava com a assinatura do Procurador do Município, e segundo Marcelo Marreco, o documento também estava com seu sobrenome escrito incorretamente. Neste contexto, o Vereador Raimundo Nonato lembrou que o fato do documento não ter assinatura do Procurador, não concretiza a nomeação do depoente.

 

OBRAS DO PAC

Já o Vereador membro da CPI Josafá Anderson(PPS), questionou à Marcelo Marreco se as denuncias eram uma sequencia daquelas já feitas na gestão anterior, e então, o depoente afirmou que daria continuidade uma vez que o prefeito Galileu teria tocado no assunto das obras do PAC com ele. Marcelo de Morais, denunciou para a Polícia Federal, possíveis irregularidades dos programas de obras do PAC I, PAC II e PPI Favela.

 

SABATINAVereador Edson Sousa

O Vereador que solicitou a abertura da CPI dos Áudios, Edson Sousa (MDB), iniciou uma sabatina de 27 perguntas ao depoente Marcelo Marreco, a partir do grau de escolaridade de Marreco, até o conhecimento e atribuições que ele teria que cumprir caso a nomeação para o cargo de Coordenador de Abastecimento e Segurança Alimentar fosse publicada. Porém, o ponto alto das perguntas direcionadas por Edson Sousa foi a respeito de quantas ligações o depoente teria recebido do ex-Assessor de Governo Fausto Barros a partir do dia 14/06/2017, porém Marcelo disse não se lembrar de ter recebido ligações, mas que deixaria seu celular a disposição para averiguações das ligações. Edson ainda indagou Marcelo sobre o motivo que levaria Galileu Teixeira Machado à ligar para ele para falar das obras do PAC. Do ponto de vista de Marcelo, ele acredita ser por causa das denuncias feitas do PAC I, PAC II e PPI Favela. O vereador também insistiu em questionar sobre os conhecimentos de Marcelo na área da segurança alimentar, do qual Marreco afirmou por diversas vezes que não tem nenhum conhecimento sobre os assuntos.

 

O Vereador Sargento Elton aproveitou o ensejo para direcionar perguntas ao depoente através do Presidente da CPI, a respeito do que ele (Marreco) entendeu sobre ocupar o cargo que não tinha domínio na pasta, e Marcelo disse: “Eu entendi que eu seria nomeado num cargo, e que apenas receberia sem ter que ir trabalhar”. O Presidente Ademir Silva (PSD), também perguntou à Marcelo se ele se sentiu coagido pelo prefeito Galileu por causa das denuncias que faria na Tribuna Livre sobre as obras do PAC, e a respostas também foi positiva.

 Vereadores Josafá Anderson e Renato Ferreira

CELULAR

Mais um vez o Vereador relator da CPI Renato Ferreira, perguntou se Marcelo havia alterado ou feito algum corte nos áudios, e neste momento Marreco disse que ‘juntou’ os áudios, mas que neles tem o conteúdo completo, que não cortou as falas, e que tudo que está nas gravações é verdadeiro. De antemão, o depoente Marcelo Marreco disse que seu celular está a disposição para perícia e quebra de sigilo telefônico, se for o caso.

 

Por fim, o Vereador Josafá Anderson indagou se Marcelo cobrou do Prefeito Galileu após as eleições um cargo em sua administração, e a resposta de Marreco foi positiva, afirmando que desejava participar da administração do Prefeito Galileu, porém no setor de obras que é a área em que tem experiência.

 

Texto: Liziane Ricardo                           Fotos: Helena Cristino